Tio Domingos

O fato aconteceu numa manha muito quente dois meses antes do Natal. Meu pai tinha um tio muito querido, chamado Domingos Jovem ainda, com 36 anos era motorista profissional da Companhia Agrícola Contendas, fazenda onde Maguetas nasceu. Pois bem, naquela manha o tio Domingos passou a pé pela casa do cunhado Alberto. Estava meio quieto um pouco estranho, apanhou uma uva da parreira que crescia bem em frente da casa, falou bom dia para minha avo, disse que não estava sentindo-se muito bem Despedindo-se, pós a mão na cabeça do sobrinho e disse:
Vou seguir o meu caminho.

Foi andando a pé até a sede da fazenda onde morava com sua esposa, a tia Ana, e seus sete filhos pequenos. O menino nem imaginava que esta era a ultima vez que havia visto o seu tio com vida.

No dia seguinte, um caminhão conduziu Maguetas seus pais o as sete irmãs para a casa do tio na fazenda. Tio Domingos estava deitado sobre uma mesa de madeira, pálido como uma folha branca de papel Havia muitas moscas na sala, suas filhas abanavam seu rosto tentando espantar os insetos. Todos os presentes parentes e amigos choravam muito. Ainda hoje, quando ouve o som de uma mosca voando. Maguetas se lembra dessa cena terrível que, pela primeira vez o pôs em contato com a morte.

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