Os Irmãos Nalatti

Quando saía da escola, o garoto pegava um carrinho de sorvetes seguia pelas ruas vendendo, ou melhor tentando vender os picolés. Assim conseguiu mais dinheiro para as suas tintas e pincéis. Conheceu por essa ocasião dois irmãos marceneiros, Jolo e Antonio Nalatti, filhos de italianos. Logo, o garoto começou a colocar em prática o idioma que havia aprendido com o velho Queco. Ficou amigo dos marceneiros e passou a gostar das cançonetas napolitanas e inclusive aprendeu as letras, até ousando dar uns agudos com sua voz de franguinho novo.

Os marceneiros faziam quadrinhos em madeira para o garoto pintar. Esses quadrinhos eram vendidos bem baratinhos e as pessoas compravam para ajudar o menino seguia só, com sua arte quase primitiva. Seu pintor predileto era o Sr. Marcovechio. Também, era o único que o garoto conhecia

Concluindo o curso primário foi trabalhar num bar como o “faz tudo”. Mas ainda sobrava um tempinho para os desenhos que ele fazia no papel de embrulhar pão.

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