Aulas de Arte no Cemitério e mais Desenhos na Escola

Por mais que Maguetas se esforçasse não conseguia manter-se atento às lições da professora, Dª. Mercedes. Ele ia preenchendo seu caderno amarrotado com desenhos de animais e santos do presépio. Mesmo assim, no final do ano escolar conseguiu ser aprovado com boas notas.

Naturalmente o garoto continuou como autodidata nas artes. Prosseguiu fazendo suas esculturas em argila. As vezes, em companhia de um colega, ia ao cemitério copiar anjos e estatuas de santos. Inevitavelmente acabavam saindo correndo do cemitério, com medo de assombração.

Em 1950, Maguetas já estava com oito anos, praticamente alfabetizado, e até ajudava nas missas em latim. Na escola não caminhava muito bem e passava o tempo todo desenhando, Dª Emília, sua professora, dava-lhe puxões de orelha que não resolviam o problema.

Na Taquaritinga daqueles tempos poucas ruas eram calçadas com paralelepípedos. As demais eram de terra mesmo. Veículos havia poucos e imperavam as carroça à tração animal. Vizinho como quintal da casa dos Maguetas, havia uma fabrica de carroças, da família Bonelli, italianos radicados na cidade. Todos os dias bem cedo o menino era despertado pelo som das vigorosas batidas na bigorna, onde os italianos moldavam os metais para a fabricação do veículo.

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