A Pintura e um Artista Chamado Marcovechio – A Primeira Exposição em Taquaritinga no Anos 50

Um dia o menino voltava tranquilamente da escola pela Rua do Comércio, quando se deparou com uma cena nunca vista uma exposição de quadros no interior de uma imobiliária.

Eram quadros muito bonitos sempre com a mesma temática: uma casinha um lago, um caminho e muita luz Maguetas entrou e ficou horas ali olhando as telas.

O pintor, um moço de boa aparência alto e com um grande bigode, perguntou ao meu pai se gostaria de aprender a pintar, o menino respondeu que sim, gostaria muito mas a sua família era muito pobre e não tinham dinheiro para pagar um professor.

O pintor então explicou:
Meu nome e Marcovechio e venho de Ribeirão Preto, uma cidade meio longe Conhece?
O menino fez que sim com a cabeça, mas não sabia nada sobre Ribeirão Preto

Então o pintor passou a discorrer de forma básica sobre como criava seus quadros. Falou da luz da sombra e dos temas sertanejos que pintava. Contou que vendia barato porque fazia suas próprias tintas e telas. Pintava até dez quadros grandes por dia Com isso, o artista já tinha um automóvel Chevrolet, preto e muito brilhante.

O transito da Rua do Comercio era uma mistura de muitas carroças e charretes e alguns carros e caminhões disputando espaço em cima dos paralelepípedos bem assentados do calçamento. Era por essa rua que agora o menino voltava da escola todos os dias com a intenção de parar na imobiliária onde estavam expostos os quadros.

Ele conversou varias vezes como Sr. Marcovechio. Um dia, quando voltava da escola, o pintor já tinha ido embora Maguetas aproveitou para anotar as cores das tintas e como fazer para misturá-las.

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