A Fazenda Contendas

Meus avós Alberto e Maria da Costa Maguetas eram humildes, ambos lavradores e descendentes de portugueses. A Segunda Guerra estava acontecendo e envolvendo diretamente Brasil. Seu pai acompanhava apreensivo as noticias pelos jornais e por um pequeno rádio de ondas curtas. Maguetas, já por essa época com dois anos de idade, estava alheio aos acontecimentos.

Morando sua família no alto da serra, seu pai era fiscal e tinha a responsabilidade de administrar esse setor da grande Fazenda Contendas.

A Fazenda Contendas, importantíssima naquela época, possuía extensas plantações de café, e a sede era constituída de várias colônias muito bem planejadas pelos antigos proprietários (ingleses), que projetaram e executaram as construções em estilo inglês com um toque colonial brasileiro; a inclinação dos telhados era uma amostra disso. A sede era muito bonita, com praças e fontes luminosas, uma grande usina de álcool, escola, estábulos com baias para os cavalos, oficinas para caminhões e os poucos carros importados e troles que desfilavam vez ou outra pelas ruas calçadas de pedra da pequena cidade. Os ingleses haviam deixado a fazenda em 1924 e, agora, a propriedade pertencia a um parente do Governador do Estado, Dr Ademar de Barros.

A fazenda era realmente algo inusitado por aqui, pois possuía uma excelente estrutura como empresa agrícola.

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